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Santa Catarina sabe fazer bons vinhos

Apesar da produção catarinense não ser tão grande como a do Rio Grande do Sul, produtor de 90% do vinho nacional, a bebida feita em Santa Catarina, com uvas européias, também chamadas de viníferas, está conquistando espaço e prestígio no mercado. Em abril deste ano, o Chardonnay Villaggio Grando, safra de 2008, foi escolhido como o melhor do tipo branco Chardonnay, no concurso da Expovinis Brasil, que aconteceu em São Paulo. A bebida é produzida em vinícola da cidade de Água Doce, na região de Caçador, planalto catarinense. No mesmo mês, o Cave Pericó Brut, safra de 2009, feito em São Joaquim, ganhou recomendação honrosa no International Wine Challenge, em Londres.

Os vinhos catarinenses de grande potencial vêm das regiões de Campos Novos, São Joaquim e Caçador, que fazem vinhos de altitude, a partir de 900 metros acima do nível do mar, principalmente com uvas européias do tipo Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Chardonnay , Sauvignon Blanc, Malbec, Syrah , Tannat, Sangiovese e Montepulciano. 

Além do tipo de uva e altitude, o solo e a temperatura média anual de 13º C das regiões são responsáveis pela qualidade da bebida. De acordo com o somellier João Alexandre Lombardo, assessor de imprensa da Acavits, outros fatores influenciam no produto final. “O primeiro deles é uma uva sã e madura, com bons teores de açúcar, acidez e polifenóis. Além disso, é preciso equipamentos e insumos: boas leveduras, tanques de fermentação com controle de temperatura, tecnologia de ponta e um bom enólogo para conduzir o processo de produção”.

A Acavits representa os vitivinicultores dos 310 hectares de vinhedos do Planalto Catarinense e criou um comitê degustador, que atribui o selo da marca coletiva aos vinhos finos, produzidos com uvas viníferas. Lombardo diz que apesar de a maior parte da vinicultura catarinense utilizar uvas americanas e híbridas, que dão origem ao vinho de mesa, também de qualidade, a produção de vinhos finos de altitude está ganhando cada vez mais espaço. “As uvas européias originam bebida com maior estrutura, teor alcóolico e taninos, e tem destaque no mercado brasileiro. Neste ano, a produção nas regiões de altitude ficou em torno de 500 mil garrafas”. A fabricação de vinhos catarinenses de uvas viníferas começou há apenas cinco anos.

De acordo com Lombardo, Santa Catarina tem grande diversidade vitivinícola, pois, além das regiões de altitude, a uva européia também é utilizada na produção das cidades de Tangará, Videira e Iomerê. “Em Urussanga produzem bons vinhos com a Goethe (tipo híbrido) e a bebida feita com uvas Niágara, no meio-oeste catarinense, já ganhou selo de qualidade da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina)”.

Por Lais Mezzari e Suélen Ramos

Fonte: Revista Cotidiano - UFSC


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